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sexta-feira, 20 de abril de 2012

Argentina inaugura primeira escola aberta para travestis





A ideia de criar a escola surgiu em 2011. Mas as primeiras aulas começaram no mês passado, para 25 alunos e alunas – nem todos travestis ou transexuais: a escola aceita qualquer aluno.

Rio de Janeiro - A Argentina inaugurou a primeira escola para travestis. Instalada no bairro de Chacarita, em um prédio compartilhado com outros projetos sociais, a instituição ganhou o nome de Bachillerato Popular Mocha Celis, em homenagem a um travesti que não sabia ler nem escrever. A escola está alinhada com a proposta de educação do pedagogo brasileiro Paulo Freire e ensina literatura, cooperativismo, matemática, noções digitais, memória e reconhecimento trans, entre outras matérias. O curso tem três anos de duração.
A ideia de criar a escola surgiu em 2011. Mas as primeiras aulas começaram no mês passado, para 25 alunos e alunas – nem todos travestis ou transexuais: a escola aceita qualquer aluno e está com inscrições abertas até 20 de abril para quem completou o ensino fundamental. Mas a iniciativa não agradou a Toni Reis, presidente da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT). Ele acredita que travestis e transexuais educados em escolas especiais serão criados em uma bolha, e não vão estar preparados para se reintegrar à sociedade.
Os fundadores da escola Mocha Celis pretendem mudar a forma de educar. A intenção é ir além dos livros didáticos que ensinam que meninos usam azul e meninas rosa. Na Mocha Celis, a aula é dada em mesas redondas, para que os professores estejam em posição de igualdade aos alunos.